1 - Repórter: “Nem tudo é criação de Deus. Jovens meninas não deveriam morrer assistindo aula.”
2 - Líder: “Nós devemos sustentar a dor e a perda. Mas não cabe a nós decidir quem deve e quem não deve morrer. Isso, especialmente, é obra de Deus.”
1: “Então… o seu Deus não é tão bom assim quanto dizem. Certo?”
2: “Deus é perfeito. E se ele é perfeito porque não dizer que suas escolhas são perfeitas?”
1: “É perfeito causar tanta dor e sofrimento?”
2: “Não é perfeito que se cause dor e sofrimento. E sim, que se aprenda com isso. Ás vezes, há coisas que precisamos ver que não temos conhecimento e assim sabe-las após uma prova como esta. Afinal… não é somente você que sofre neste mundo. O que você aprende, passa adiante para quem também sofre… e que, em certas vezes, sofre mais do que você sofreu.”
1: “Charlie escreveu em sua carta de suicídio que, neste atentado, queria ofender a Deus porque Ele levou sua filha. Ele estava fazendo isso de propósito!”
2: “Essa é a maior razão pela qual devemos perdoa-lo.”
1: “Diz coisas assim apenas porque é sua obrigação dize-las?”
2: “Eu creio que estão me perguntando se sou um fantoche de minha fé.”
1: “Não. Me desculpe… Não foi isso o que eu quis dizer. Só que eu… não consigo ver como pode perdoar alguém que não demonstrou arrependimento ou expressou remorso. Eu não vejo isso como um perdão genuíno.”
2: “O perdão vem de um coração aberto. E vem sem condições. Ou não vem de verdade.”
Pai: “Se você quiser, minha filha, você pode ter quanto ódio quiser dele. Mas, me diga uma coisa, querida… você se sente bem em sentir isso?”
Filha: “Não muito…”
Pai: “Então… a raiva é como um monstro faminto, com dentes afiados que vai devorando seu coração pouco a pouco… e não vai deixar lugar para o amor. Nós temos sorte de Deus entender isso. É Ele quem vai aplicar as punições, seja tarde ou cedo, durante a vida ou após a morte. Portanto, não devemos carregar todo esse ódio horrível por aí, dentro de nós. Se não quisermos. Se nós quisermos perdoar.”
Filha: “Talvez… Talvez eu possa perdoa-lo e ainda sentir um pouquinho de raiva… hehe”
Pai: “Sim, querida. Esse é um ótimo começo.”
“Eu só vou te dizer uma coisa antes que você vá. A fé, quando esta tudo como você gostaria que estivesse, não é uma fé verdadeira. Só quando nossas vidas estão destruídas é que temos a chance de tornar nossa fé em realidade.”
Estão perdendo a viagem…
Estão perdendo a viagem…
Você pede ao patrão para sair mais cedo do trabalho, aí pega um ônibus lotado, vai para um consultório médico que fica no outro lado da cidade, gasta seus trocados, seu tempo e seu humor e, ao chegar, esbaforido e atrasado, descobre que sua hora, na verdade, está marcada para semana que vem. Sinto muito, você perdeu a viagem.
Todo mundo já passou por uma situação assim, de estar no lugar errado e na hora errada por pura distração. Acontecendo só de vez em quando, tudo bem, vai pra conta dos vacilos comuns a qualquer mortal. O problema é quando você se sente perdendo a viagem todos os dias. Todinhos. É o caso daqueles que ainda não entenderam o que estão fazendo aqui.
Estão perdendo a viagem aqueles que não se comprometem com nada: nem com um ofício, nem com um relacionamento, nem com as próprias opiniões. Estão sempre flanando, flutuando, pousando em sentimento nenhum, brigando por idéia nenhuma, jamais se responsabilizando pelo que fazem, pois nada fazem. Respirar já é para eles tarefa árdua e suficiente. E os dias passam, e eles passam, e nada fica registrado, nada que valha a pena lembrar.
Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas, seus olhos com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmo.
Estão perdendo a viagem aqueles preguiçosos que levam semanas até dar um telefonema, que levam meses até concluir a leitura de um livro, que levam anos até decidir procurar um amigo. Pessoas que acham tudo cansativo, que acreditam que tudo pode esperar, que todos lhe perdoarão a ausência e o descaso.
Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções.
Estão perdendo a viagem todos aqueles que se entregam de mão beijada às garras afiadas do tédio.

(Martha Medeiros)
Minha Primavera…
“Os sinais eram inequívocos. Aquelas nuvens baixas, escuras… O vento que soprava desde a véspera, arrancando das árvores folhas amarelas e vermelhas. É, está chegando o inverno. Deveria nevar. Viriam então a tristeza, as árvores peladas, a vida recolhida para funduras mais quentes, os pássaros já ausentes, fugidos para outro clima, e aquele longo sono da natureza, bonito quando cai a primeira nevada, triste com o passar do tempo…Resolvi passear, para dizer adeus às plantas que se preparavam para dormir, e fui, assim, andando, encontrando-as silenciosas e conformadas diante do inevitável, o inverno que se aproximava. E foi então que me espantei ao ver um arbusto estranho. Se fosse um ser humano, certamente o internariam num hospício, pois lhe faltava o senso da realidade, não sabia reconhecer os sinais do tempo. Lá estava ele, ignorando tudo, cheio de botões, alguns deles já abrindo, como se a primavera estivesse chegando. Não resisti e, me aproveitando de que não houvesse ninguém por perto, comecei a conversar com ele. Perguntei se não percebia que o inverno estava chegando, que os seus botões seriam queimados pela neve naquela mesma tarde.
Argumentei sobre a inutilidade daquilo tudo, um gesto tão fraco que não faria diferença alguma. Dentro em breve tudo estaria morto…E ele me falou, naquela linguagem que só as plantas entendem, que o inverno de fora não lhe importava, o seu era um ritmo diferente, o ritmo das estações que havia dentro. Se era inverno do lado de fora, era primavera lá dentro dele, e seus botões eram um testemunho da teimosia da vida que se compraz mesmo em fazer o gesto inútil. As razões para isso? Puro prazer. […] E me lembrei de uma velha tradição de Natal, ligada à árvore. As famílias levavam arbustos para dentro de suas casas. E ali, neve por todas as partes, elas o faziam florescer, regando-os com água aquecida. Para que não se esquecessem de que, em meio ao inverno, a primavera continua escondida em alguma parte.
(Rubem Alves)
Primeiro passo: Sonhe.
Então vá atrás dos sonhos…
Segundo passo: Renuncie. Sonhos não se realizam sem renúncia.
‘byCarlaFreida
Tente a felicidade mesmo que pareça estar longe… —————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————-—————————> bem longe ;D
Parece que é o fim, Parece que é a última vez… Mas “o mundo da voltas” Tudo se faz novo. - Carla Cristina Freida
Friends… and Friends Forever
Amigas são amigas. Amigas ficam. Nos marcam.
Amigas são aquelas palhaças doidas que nos fazem rir. Aquelas que amam nossa alegria e fazem de tudo para ver nosso sorriso… até pagar mico no meio da galera: talvez usando o cabelo de fuá e uma combinação de roupas que é o FIM, para que deixemos de nos sentir inferior.
Amigas atendem o nosso chamado de aflição, mesmo que ela esteja afogada num poço de amargura. Elas atendem aqueles telefonemas CHATOS de madrugada…
Amigas guardam o nosso coração no mais profundo do seu sentimento e defendem com unhas e dentes os nossos segredos.
Amigas dão apoio quando bambeamos na vida. Amigas não deixam. São mais que queridas.
Amigas correm atrás de nós para voltarmos e pensarmos melhor: amigas são simulados anjos.
Amigas sentem nossa alegria, dividem nossas tristezas… e nos dão petelecos na orelha.
Amigas, morando tão longe, com uma mágoa tão distante daquela outra que por um instante fatal perdeu o juízo… que chora por um presente inesperado… talvez… indesejado. Amigas, aquelas que nessas horas ajudam. E não atiram flechas… mas são o escudo.
Amigas… Enfim, amigas são amigas… porque amigas são para sempre.
by.: Carla Cristina Freida
“Papai… por que dizem que a vida é como um relógio?” “Porque embora o ponteiro passe todos os dias duas vezes por dia no mesmo lugar, filho, aquele instante mesmo que pareça igual, não volta mais. Nunca mais.” “Mas e se voltarmos o ponteiro, papai?” “O tempo não obedece ao querer humano, filho.” “Então… eu gostaria que o tempo parasse aqui.” “Mas por que, filho? Você não quer crescer?” “Sim, mas… estar com você vale mais do que crescer, ou qualquer outra coisa.”

title: Entre o Filho e o Pai Eterno
by.: Carla Cristina F.